OS DEZ MELHORES ROMANCES DE 2005
por Ricardo Pereira
1. A OCASIÃO, de Juan José Saer
Sétimo romance de um dos mais importantes escritores argentinos dos últimos tempos, Juan José Saer, falecido em junho de 2005, "A Ocasião" narra a história de um ocultista europeu que foge do continente e se estabelece nos pampas argentinos em meados do século 19. Capaz de ler pensamentos alheios, ele se torna obcecado por uma figura feminina e mergulha progressivamente no delírio.
2. JUVENTUDE, de J. M. Coetzee
Nos anos 50, um jovem sul-africano planeja mudar-se para a capital da Inglaterra e experimentar uma vida nova e intensa. Ao contrário do que esperava, vê-se como um estrangeiro mergulhado num cotidiano monótono. Romance autobiográfico de J.M. Coetzee, sul-africano vencedor do Prêmio Nobel(2003) e duas vezes ganhador do Booker Prize, o mais prestigioso prêmio literário da Inglaterra.
3. O GENERAL DO EXÉRCITO MORTO, de Ismail Kadaré
Um general italiano que tem que entrar no território inimigo da Albânia e, acompanhado apenas de um padre, resgatar as ossadas de seus soldados mortos é o personagem principal desta obra do albanês Ismail Kadaré (o mesmo autor de "Abril Despedaçado"), que acaba revelando ao leitor o pouco conhecido dos Balcãs. A medida que o general adentra o território albanês, se depara com a realidade da guerra e se dá conta da futilidade de sua missão.
4. NORWEGIAN WOOD, de Haruki Murakami
Tendo como trilha sonora a canção "Norwegian Wood" dos Beatles, Murakami captura a nostalgia dos anos 60 ao contar uma história de amor e solidão com um pouco de erotismo. Conta a história do jovem Watanabe e seus amores e decepções.
5. BARTLEBY E COMPANHIA, de Enrique Vila-Matas
Obra fragmentada em que o narrador é vítima da "Síndrome de Bartleby", sendo parte de sua companhia: escritores assim como o personagem central "Bartleby" de Herman Melville, que se entregam ao marasmo e à inação. O "labirinto do Não" faz poetas fumarem a própria obra, sentirem-se perseguidos ou renunciarem à atividade criadora.
6. MEMÓRIA DE MINHAS PUTAS TRISTES, de Gabriel Garcia Marquez
Primeira obra de ficção publicada em dez anos pelo escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, "Memória de Minhas Putas Tristes" mostra um jornalista que escreve resenhas para um jornal provinciano e passa a vida vagueando por bordéis até chegar a uma inesperada história romântica: decide comemorar seus 90 anos passando uma noite de amor com uma jovem virgem.
7. DESVARIOS NO BROOKLIN, de Paul Auster
O livro mais recente de Paul Auster mostra personagens de três gerações diferentes que se cruzam no Brooklin e tem como pano de fundo as eleições norte-americanas de 2000. Nathan Glass, divorciado e rejeitado pela única filha, volta ao bairro onde nasceu. Ele encontra por acaso seu sobrinho Tom, que também está sem rumo na vida. Aos dois se junta Lucy, uma garota de nove anos que se recusa a falar.
8. AMOR, de Toni Morrison
A norte-americana Toni Morrison, Prêmio Nobel de Literatura de 1993, aborda a herança deixada pelo antigo proprietário de um hotel à beira do mar, onde grandes músicos de jazz apresentavam-se nas décadas de 40 e 50. Trinta anos depois apresenta em flashbacks as relações, sempre conturbadas, de seis mulheres com aquele mesmo homem, tendo como pano de fundo a dolorosa história da "América Negra".
9. A VIDA ANTES DO HOMEM, de Margaret Atwood
A história de um casal entregue à desgastante rotina envolvida em tédio e monotonia que acaba formando um triângulo amoroso em que as três pessoas têm a vida e a personalidade reconstruídas a partir do passado, como fósseis, são os pontos centrais desta novela da escritora canadense Margaret Atwood. A vida de Nate, Elisabeth e Lesje é presa a instantes imediatos, resumindo suas vidas a necessidades do momento.
10. TERRORISTAS DO MILÊNIO, de J. G. Ballard
Thriller de J. G. Ballard sobre um psicólogo que inicia uma investigação particular, em Londres, para achar o grupo terrorista responsável pelo assassinato de sua ex-mulher. O psicólogo acaba se deparando com um grupo que comete atentados para despertar a violência e o ódio na classe média. O autor já teve dois livros adaptados para o cinema: "Império do Sol", por Steven Spielberg, e "Crash - Estranhos Prazeres", por David Cronenberg.
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
reminiscências, poemas e utopias de Bruno Ribeiro, Ricardo Pereira, Geraldo Magela e Caio Vaz Guimarães
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1 Comments:
Qual deles é o seu preferido?
Quem sabe também possa dar a minha opinião!
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