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Geraldo Magela Matias
A Bolívia está passando por momentos intensos. Sabemos apenas que um cocaleiro é presidente do país vizinho. Recebemos informações através de agências internacionais e, raras vezes, de veículos brasileiros. Somos o continente que mais chama a atenção de pensadores, intelectuais e políticos. Não porque somos exóticos. Mas porque ainda detemos a incrível e sui generis marca de manter em pé um incrível e profundo fosso social entre as elites (classes dominantes) e a patuléia, a "multidão", como insiste Giuseppe Cocco e Antonio Negri em seus Império, e também no Glob(AL), ambos editados e publicados pela Record. Vale a pena tentar conhecer nossos irmãos de continente.
De vez em quando entro no portal do único jornal on line disponível da terra de Evo Morales, a Bolíva. Tem uma "multidão" reivindicando a nacionalização da indústria têxtil bolivina, fechando as fronteiras até mesmo para a China comunista.
O mais interessante é uma nota sobre a Petrobras: Petrobras aclara sus criterios para la inversión - El criterio empresarial prevalecerá en la definición de futuras inversiones de Petrobras en Bolivia, asegura un comunicado oficial de la casa matriz al aclarar que esa modalidad predomina en “todas las decisiones de la compañía”. “No es correcto afirmar que Petrobras invertirá 5.000 millones de dólares en proyectos en Bolivia”, asegura el comunicado al aclarar que el monto se refiere a una suma estimada de las inversiones totales que los nuevos proyectos podrán movilizar siempre que sean “viables”. / ANF. Como andam as transações comerciais entre Petrobras e Bolívia? Temos algum acordo comercial com a Bolívia? A Bolívia representa só derivados de petróleo? Como será a gastronomia, o futebol, a TV. O que pensam eles de nós brasileiros?
Evo Morales segue pressionando o Congresso boliviano por uma nova constituinte. Evo, assim como Lula, não tem maioria no parlamento. Seu partido, o Movimiento Al Socialismo (MAS) briga contra a frente política Poder Democrático Social (Podemos), principal força de oposição a Morales e liderado pelo senador Carlos Borth; outros dois pequenos, o Movimiento Nacionalista Revolucionário (MNR)e o Unidad Nacional (UN) se assemelham aos partidos "mensaleiros" do Brasil.

3 Comments:
A latinidade do Brasil repousa sonolenta, mole, apática. Se ao menos tomasse um chá daqueles que dão energia... Prefere amortizar.
Não guardamos os elementos originais, comuns aos vários países, a herança cultural e histórica pré-colonial. Lembramos porcamente de alguns percalços históricos de como perdemos, ou perderam a identidade, os reais donos das terras.
Existe integração comercial, interesse no desenvolvimento conjunto? Há diálogo cultural?
Sabemos muito pouco mesmo. E esse pouco já vem recortado pra que saibamos aquém do nosso interesse?
Mas eles estão nos olhando. A América Latina olha o Brasil... Atentos para as pedras que vão rolar na praia de Copacabana.
Muito bem construído.
Parabéns.
=*
Gostaria de solicitar a liberação do nome radicais livres do domínio blogger. Tenho um blog de nome igual mas não posso usa-lo no endereço pois já esta registrado pra você e como parece que você não bloga mais, gostaria de pedir que o endereço fosse liberado para uso, por obséquio. Agradeço uma resposta se seu e-mail ainda for o mesmo.
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